Histórias envolvendo viagens no Tempo são comuns em ficção científica; um assunto que faz parte do imaginário humano há alguns séculos. De minha parte, não me lembro exatamente qual foi a primeira história deste tipo que li, mas lembro que li A Máquina do Tempo de H. G. Wells apenas depois de assistir ao famoso filme dos anos 80 De Volta Para o Futuro e e de ler a clássica história dos X-Men entitulada Dias de um Futuro Esquecido, de Chris Claremont e John Byrne, lançada nas edições #141 e #142 da revista Uncanny X-Men em 1981, cujas repercussões podem ser sentidas até hoje no universo mutante da Marvel.Como visto, sempre gostei de histórias Time Travel, e ao longo dos anos li tanto bons trabalhos como alguns "polêmicos", por assim dizer, como o primeiro volume da série Operação Cavalo de Tróia. Contudo, agora há pouco acabei de ler um livro que estou considerando no momento como "o livro" sci-fi em matéria de viagens no Tempo, o melhor sobre o assunto que já li; um trabalho que não poderia ter sido feito senão pelo grande mestre de ficção científica em todos os tempos, Isaac Asimov.
Achei O Fim da Eternidade, de Isaac Asimov, simplesmente fantástico. Um livro em que o autor, assim como em Eu, Robô, cativa, impressiona e surpreende a cada página com uma narrativa que contem tanto os elementos de mistério inerentes à trama quanto discussões éticas e morais, e as explicações sobre as teorias e paradoxos envolvendo o conceito de viagens no Tempo e no Espaço.
A história gira em torno de um excelente técnico que trabalha em uma organização chamada Eternidade, responsável por supervisionar e interferir no Espaço / Tempo, calculando e introduzindo mudanças mínimas necessárias para garantir o que consideram a máxima resposta satisfatória para o bem da humanidade. Logo de cara pode-se perceber que o autor trabalha com a seguinte questão: estaria o ser humano apto para assumir uma função divina? Será que aquilo que ele considera como bom e satisfatório realmente é bom e satisfatório? Esta é uma questão super atual em nosso mundo, cuja resposta, mediante a Palavra de Deus, os cristãos ao longo da História sempre procuraram responder: considerando o Bom de Deus como referência última, nem sempre as pessoas fazem aquilo que realmente é bom (Is. 55:8).
Não quero contar mais detalhes da trama com o medo de estragar a leitura do livro. Fica a minha recomendação de um ótimo trabalho para todos os fãs do gênero de ficção científica. Além disso, para aqueles que se interessaram em comprar o livro, sugiro que o façam logo, haja vista que ele já se encontra esgotado em algumas livrarias. Por enquanto, ele pode ser adquirido aqui, e para aqueles que dominam bem o inglês, existe a opção de comprar a edição americana, aqui.
Parabéns à Editora Aleph pela excelente publicação, e que mais livros do autor sejam lançados no Brasil.




