quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O gênio morreu


Em viagem de passeio aqui em Gramado/RS, em semana de folga no trabalho, fui surpreendido pela triste notícia da morte de Steve Jobs, ocorrida ontem.

No momento não tenho o que comentar sobre esta grande perda, até porque estou sem tempo hábil para fazê-lo, e um pouco chocado também, mas não gostaria de "passar em branco" neste acontecimento. Por este motivo, deixo pessoas mais capazes do que eu falarem por mim, indicando dois artigos na web que gostei de ler, e cuja leitura recomendo bastante:

1] O bom artigo O futuro sem Jobs, escrito pelo jornalista Alexandre Matias, que trabalha a seguinte tese:

Ele não inventou nada, mas envernizou criações alheias com encanto e expectativa que mantiveram vivo o sonho americano.

2] Refletindo um pouco sobre a história deste grande gênio, e o significado temporal e eterno de sua morte, meu Facebook friend David Portela escreveu o ótimo post Steve Jobs, transcendência e imanência, onde destaco:

Não há dúvida que Steve tenha conseguido isso. Sua liderança na Apple, na NeXT e na Pixar alavancaram inovações em múltiplas indústrias. Foi pioneiro no cinema digital, produzindo obras primas como Toy Story e A Bug’s Life (Vida de Inseto) quando o resto da indústria pensava ser impossível atingir esse nível de sofisticação, e conseguiu fazê-lo com roteiros interessantes e atores cativantes. Transformou o computador de uma caixa cinza chata e barulhenta em uma obra de arte, desde o primeiro iMac até o atual MacBook Air, façanha que seus concorrentes até hoje tentam copiar. Mudou o nosso modo de interagir com a tecnologia, distilando idéias “apropriadas” da Xerox para criar a interface gráfica de janelas e menus, popularizando o mouse como instrumento de controle, revolucionando novamente a interfáce gráfica com o Mac OS X (que continua a influenciar profundamente o Windows) e por uma terceira vez, com o iOS. Sacudiu a indústria musical com o iPod e o iTunes, transformando a Apple na maior vendedora de música do mundo e possibilitando que carregássemos as nossas audiotecas completas no bolso. Revolucionou o conceito de smart phone com o iPhone, de maneira tal que os smart phones que o antecederam ficaram com aparência de asno. E no fim, conseguiu fazer o que o resto da indústria de informática tentava há mais de uma década: introduzir o tablet na sociedade de uma forma tão profunda que já faz parte integral das vidas de muitos.

A biografia oficial deste grande visionário, que será lançada no próximo 24/Out, inclusive aqui no Brasil na mesma data, já se encontra na minha wish list. Para aqueles que quiserem conhecer mais da história de Steve Jobs, especialmente no que se refere ao lançamento do computador pessoal e a rivalidade com Bill Gates, recomendo o ótimo filme Piratas do Vale do Silício, baseado no livro Fire in the Valley, infelizmente já esgotado e ainda não disponível para o Kindle. O filme está disponível nas melhores locadores do Brasil.

Gênio ou não, a grande verdade é que a morte alcança da mesma forma a todas as pessoas, sem distinção [1]. Que esta seja uma das reflexões presentes na cabeça de todos aqueles que ainda estão assimilando o falecimento de Steve Jobs.

[1] Atualização de 7/Out: só um foi capaz de vencê-la, e só por meio Dele é que também a venceremos.

1 comentários:

Anônimo disse...

Hi Cristiano,

you may also have a look at this films:

http://blog.wanken.com/10162/steve-jobs-full-documentary/

http://www.swr3.de/info/computer-und-netz/Bleibt-hungrig/-/id=63956/did=1225782/1dpsqzo/index.html

Blessings, Joâo