Como tinha já indicado no post anterior, compartilho agora os meus planos de releituras para o ano de 2012, lembrando que, obviamente, os mesmos motivos e princípios expostos em Provérbios 16:1 e Tiago 4:14,15 também valem aqui.
Being Geek: The Software Developer's Career Handbook - de autoria Michael Lopp, experiente gerente do Vale do Silício e autor do blog Rands In Repose, este foi um dos livros mais importantes que li em 2011, e se você, prezado/prezada leitor/leitora deste blog é como eu um nerd/geek desenvolvedor(a) de softwares, ou mesmo um gerente da área, então tenho certeza de que este livro será tão útil para você quanto foi para mim. Nele, Lopp discute a forma de pensar e o dia-a-dia daqueles que vivem neste ramo, oferecendo dicas para lidar com os problemas inerentes da área, com as tomadas de decisões, com o gerenciamento da carreira, tudo em uma linguagem simples e divertida em um livro delicioso de se ler, e que me auxiliou bastante em termos de pensar em meu próprio perfil e em minha vida profissional, no que se refere a entender melhor como as coisas neste "mundo de bits" funcionam, como lidar melhor com as situações que aparecem, e como elas poderiam ser melhores ou piores, e especialmente em ver como realmente existem muitos outros por aí que passam pelos mesmos problemas que eu passo: não estamos sozinhos em nossas dificuldades, irmãos programadores! :)
O livro tem um ótimo capítulo entitulado "The Nerd Handbook", disponível no blog do autor através deste link e com a qual me identifiquei bastante, mas já tinha ficado cativado mesmo já em seu primeiro capítulo, entitulado "A System Thinker", que começa da seguinte maneira:
Nós somos diferentes, e entender estas diferenças é um bom lugar para se começar. Eu acredito que nós geeks essencialmente pensamos em termos de sistema. Um jeito mais simples de se pensar sobre isso é que na mente de um geek, o mundo é como um computador - perceptível, reconhecível, e finito. Depois de anos usando de forma bem-sucedida o computador como um meio de se interagir com o mundo, nós passamos a seguir um certo credo:
Nós buscamos definição para entender
o sistema para que possamos discernir
as regras para que
saibamos o que fazer em seguida para
vencermos.
Definição, sistema e regras. Tudo volta para a nossa ferramenta favorita, o computador.
Genesis - não acho exagero afirmar que este livro escrito por Bernard Beckett, relativamente curto e de leitura rápida, conseguiu a façanha de ser o melhor livro de ficção científica que li em 2011, e isso considerando que ele "derrotou" alguns nomes de peso em minha lista como C. S. Lewis e Carl Sagan, dentre outros. A discussão apresentada na trama, da questão do ser sob o ponto de vista da inteligência artificial e até certo sentido da teologia, realmente me cativou. Este livro foi uma grata surpresa, uma daquelas ocasiões em que a gente despretensiosamente encontra um livro ou um filme desconhecidos, e no final eles se revelam trabalhos simplesmente maravilhosos. Já comentei sobre esta obra em um post anterior, e continuo recomendando-a da mesma forma.
The Silmarillion - ano passado não li/reli nenhum (!!!) livro do universo tolkieniano, e pretendo corrigir este erro em 2012 relendo este clássico, aproveitando também a nova edição que comprei, em inglês, com ótima encadernação e ilustrações do conhecido artista Ted Nasmith. Sei que deveria aproveitar o esperado lançamento do filme O Hobbit para reler a história de Bilbo, e sei também que gostaria de analisar melhor o livro Perelandra em uma releitura; se tiver tempo hábil, pretendo fazer ambas as coisas. Em todo caso, confesso que agora a minha vontade é reler esta ótima coleção de histórias da Terra Média, importantíssima para entender a toda a abrangência da fantástica mitologia criada por J. R. R. Tolkien. Por este motivo, é Silmarillion que sai da estante em 2012 :)
Nerd Protestante - não é que eu ache o meu blog tão bom quanto qualquer livro bem escrito, apesar de ele ter sim o seu valor, mas é que (com a graça de Deus) já são quase 200 posts escritos, e o quinto ano em que continuo escrevendo neste espaço, e neste tempo muita coisa aconteceu: alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, muitas leituras, reflexões e amadurecimento. As coisas que escrevo aqui não são de forma alguma inerrantes, e gostaria de reler alguns posts para saber se continuo pensando da mesma forma em alguns assuntos, ou se ao longo do tempo aprendi e revi conceitos, algo que considero totalmente normal. Por exemplo: será que o livro Maravilhosa Graça de Philip Yancey continua depois destes anos ainda tão importante e relevante para mim quanto já o foi em 2008? Já não tenho certeza, e precisaria verificar isso (apesar de continuar achando-o bom).
Quando e se for o caso republico de forma devida, apontando as atualizações. Em todo caso posso adiantar uma coisa: a decepção com a decisão editorial da Marvel em relação às histórias do Homem-Aranha que expressei no primeiro post do blog continua a mesma até hoje. Tanto é verdade que continuo não comprando as novas histórias do super-herói produzidas após esta mudança [1], e ainda prefiro a época em que ele estava casado com a Mary Jane. Recentemente inclusive aproveitei um "bendito bônus" e fui o feliz comprador de um volumão capa-dura cheio de histórias desta minha fase predileta ;)
[1] Refiro-me aqui às revistas solo do herói.



0 comentários:
Postar um comentário